Wednesday, February 15, 2012

Cheiras a pó talco. A leite de coco, a óleo da pele. A rebuçado de caramelo, a gomas, a pastilha elástica, a rosas no deserto. Tudo aquilo que dá vontade de morder. Tens mel no corpo. Queimas como a areia em que me deito num dia de sol na praia. Tens o mar salgado nos teus lábios. Tens as estrelas de uma noite de verão nos olhos. Tens o reflexo da lua nas palavras. Deitas a noite, e a viagem que vem com ela, na tua cama. 
Tens o fogo no peito e as mantas dos teus braços.
Quero voltar a ti. Quero provar-te, saborear-te, consumir-te. Quero mergulhar em ti. Suster a respiração e contar até dez. Até cem ou mil. Quero fundir-me em ti. Quero querer-te sempre um bocadinho mais. Quero beber da tua boca. Quero os meus cabelos nas tuas mãos. A minha voz ao teu ouvido. O meu rosto na tua barba. Os meus dedos nos teus. 
Adormecer no teu colo. Falar-te, ouvir-te. Quero-te numa medida que não descobri. 
Quero proferir e repetir o teu nome, vezes e vezes sem conta até perder o sentido, até que seja uma palavra vulgar, sem a sensação de ti agarrada. O teu nome é uma cor, uma imagem. É um sentimento. Que não consigo esconder. Vou gritá-lo, cantarolá-lo, entoá-lo, soletrá-lo, sussurrá-lo, de frente para trás e de trás para a frente. Até não ser mais do que uma combinação aleatória de letras. Quero remover o sítio para onde me levas, esse calor, esse tremor nas pernas, que vem sempre mas sempre com o teu nome. Aquilo que eu acho que consigo. Até alguém se enganar e dizer, sem querer, o teu nome.
Não. Não te resolvi ainda. 

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