De que é que se tem medo, quando se perde tudo. Tudo o que achávamos, ingenuamente, que nos definia, que nos fortalecia, que nos suportava e que nos justificava? De que se chora quando se perde um dia, o dia, nosso dia, e com ele amigos, pessoas, carinhos, considerações, preocupações, sentimentos?
Não se chora mais, não se sente mais. Muda-se. Esquece-se, apaga-se a linha de texto que nos doeu e elimina-se o autor, que já chega de darmos tudo.
Chorar, mais não. Não tenho medo, não tenho dor, não tenho espanto.
Se já não tenho nada, agora sim, posso ter tudo.
Sim, é uma boa forma de dar a volta ao texto.
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