Fiz as trouxas, pu-las às costas e passei uns meses a divagar. A reflectir sobre o destino das coisas. Mudei de casa. Pendurei os quadros, espanhei fotografias, queimei incensos. Sentei-me diante teclas, que pacientemente me aguardavam um assunto, e temi que a voz que haviam silenciado cruelmente não mais se pudesse fazer escutar. Temi já não ser capaz de juntar uma palavra a outra com o mesmo sentido em que as penso. Uma testa franzida tinha-me feito crer que não existe harmonia nas minhas linhas, apenas enfado aos interpretantes. A censura. Mutilação. E essas linhas que antes gritavam até se dispersarem por cada um dos meus poros, calaram-se.E desta vez só convido os amigos à minha nova casa.
Bem-vindos.
Imagem: www.flickr.com
Obrigada pelo convite. Espero que sejas feliz na casa nova :)
ReplyDeleteE já sabes... manda sempre.
Um abraço apertado e um beijinho
É uma alegria grande ler o que escreves amiga.
ReplyDeleteÉ sempre poética, bela, luminosa, tua escrita.
Uma beijoca
Marinheiro
obrigada meus queridos amigos :-)
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