Por vezes há palavras que se arremetem com o desígnio de ferir, e por vezes ferem mesmo. Por vezes há desejos que não se reproduzem do outro lado. Por vezes há ímpetos que se afogam na censura e fenecem não divulgados. Por vezes não somos o que somos, somos aquilo que se espera que sejamos. Por vezes não se conseguem interpretar gestos, negamo-nos a evidência. Por vezes somos tudo e por vezes somos nada. Por vezes queremos crescer e voar. Por vezes somos só aquilo que o espelho reflecte, ausente de substância.
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