Há dias que sabe bem acordar pela fresquinha e ir olhar o mar enquanto o sol se levanta, há dias que sabe bem pôr a música bem alto e dançar sozinha pela casa, há dias que sabe bem fotografar o rosto de um estranho, há dias que sabe bem ir até uma montanha e gritar, só gritar a plenos pulmões, há dias que sabe bem sair de casa sem me olhar no espelho, há dias que sabe bem não partilhar a sobremesa que é maior do que a vontade de a comer, há dias em que sabe bem não ter uma única conversa de adultos, há dias que sabe bem ler as cartas do passado, há dias em que sabe bem mudar toda a casa, há dias que sabe bem viajar de mochila às costas, há dias em que sabe bem correr até perder o fôlego, há dias que sabe bem chorar num ombro amigo, há dias que só sabem bem se forem passados na cama, há dias que sabe bem nem tirar o pijama, há dias que sabe bem mergulhar no mar numa noite quente, há dias que sabe bem cheirar o pescoço de quem se gosta, há dias que sabe bem ser irresponsável, há dias que sabe bem desligar o telefone, há dias que sabe bem ver filmes românticos debaixo do cobertor do sofá, há dias que sabe bem surpreender alguém com um "quero-te tanto", há dias em que sabe bem fazer um corte radical no cabelo, há dias que sabe bem ter uma aventura no deserto, há dias em que sabe bem passear descalça na rua.
Há dias assim. E depois, há os outros.

Pois há... :-)
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