De repente, sai-se de si e olha-se de fora e o que se vê é ridículo. Fazendo uma perspectiva histórica dos eventos, percebo que sou mais mulher do que pensava. Dou a outra face, mantenho-me lá, preocupada, a querer cuidar, a amparar quedas, a ouvir, a dar conselhos. Disponível para amar.
Qual o sentido disso, nestas circunstâncias?
E por alma de quem é que me aconselharam a fugir e, ainda assim, eu fiquei?
E por alma de quem é que me aconselharam a fugir e, ainda assim, eu fiquei?
Não. Eu sou mais eu. Sou maior. Eu não sou isto, não sou assim. Chega de dúvidas, incertezas, inconstâncias. Não aceito estar na calha para o que vale e não vale a pena, para o que se sente ou não se sente, para o que se quer ou não se quer. Mas quem é que raio deu o direito de me colocar nessa posição?
Se a dúvida sequer existe, é porque a resposta é óbvia.
A nossa grande diferença é que, seja onde for que eu escolha estar amanhã, hoje vou estar aqui. E se amanhã, continuar a ser hoje, não há razão para abdicar das emoções que este dia traz. Pelo menos, era o que eu pensava ontem.
I'm done.
Vou abrir o coração para outros lados.
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