É porque falta sempre qualquer coisa. Porque nunca está tudo no sítio certo, o sítio que eu gostava que existisse, o sítio perfeito que tenho para mim. Porque as palavras são sempre curtas, acabam cedo demais, perdem-se antes das reticências, presas entre uma vírgula e outra que, como quem não quer a coisa, mudam o assunto. E porque não consigo chegar lá. Às vezes acho que "estou além". Mas o além, é só o que não se vê atrás de uma árvore, ou depois de uma curva.
Isto é bom, é uma almofada à qual o meu ombro já se moldou. É o sal à medida certa do meu arroz. E é só assim, não se pode perder em exageros.
E não há mal nenhum em chorar, todos sabemos, mas sempre são lágrimas que se evitam e músculos que se habituaram a contê-las. Não são necessárias explicações.
O meu oxigénio tem local e hora marcados. Passo dias com a respiração sustida até que me sinta viva novamente. E isso dura apenas algumas horas.
É um estranho modo de vida. Mas é o meu. É o que tenho. É o que há.
Ao menos tenho esta intermitência que me faz apreciar o resto.
Parece a história da minha…
ReplyDelete... vida!
ReplyDeletedeve ser coisa das "farinhas" ;)
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