
Queria amar como tu, minha querida. Vejo o teu amor crescer, um dia depois do outro. Uma nova janela, uma nova paixão, a tua entrega, o teu carinho. Todos se apaixonam por ti. Pelo teu
incomensurável amor. A transformação onde tocas, por onde o teu sopro alcança.
Tens olhos de mãe, és mãe, de quatro, de todos. Sossegar no teu colo é perder as inquietações mundanas. És maior, és tão grande, tão forte, tão segura de ti. Eu, miúda à tua frente, encolho-me e olho para cima, com vontade de chorar, só porque percebeste a minha angústia. E os teus enormes olhos redondos, magnânimos, aproximam-se e investigam a origem da minha tristeza e reclamam a minha força interior. Será que a tenho?
Eu pequenina, sem certezas, cabeça no ar, sem saber para onde caminhar, inerte e fugaz como uma manhã de inverno que procura a luz do sol. Onde andas?
És grande, és linda, morna e serena como o espelho do mar, como o pôr do sol vagaroso em dia de verão. És a personificação do amor.
Sinto-me correr para ti cada vez que deploro, cada vez que me magoo, que me assoma o rompante de desistir de tudo e insultar-me com as piores cruezas que me sobrevierem. Quantas vezes quero ser outra pessoa, não pensar, não sentir, não optar. Não precisar ser gente.
Queria amar como tu amas. Olhas uma alma cheia de luz e dizes-lhe, só com o teu sentimento, que a vais acompanhar, ajudar, amparar e amar até ganhar asas. E rendem-se a ti.
Queria ser assim. Apaixonar-me pelas pessoas da minha vida. Pelas pessoas da minha não vida. Pelas pessoas de outra vida.
Queria amar o meu amor. Os amores da minha raça, as pessoas queridas em meu redor. Sou pequenina e verde, criança que ainda não cresceu. Sinto inveja, rancor, ciúme. Lamento.
A todos.
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