Thursday, February 21, 2008

Leónidas

Como falar de uma música feita película que faz parte nós mesmo antes de a conhecermos? Como dissecar um poema feito imagem de cujas cores nos faz sangue, suor e saliva? Como ser indiferente ao gesto paralisado inflamando-nos de paixão pele acima? Como não sermos cegados pela luz ocular, cintilando no breu profundo, que nos segue e desvenda na intimidade de cada pensamento? Como ignorar o efeito da beleza esculpida nos corpos? Como não tremer ao som do grito de guerra, que mais grita amor, paixão, desejo? Honra e respeito nos corpos consumidos e consumados, extintos, lado a lado, verde profundo nos olhos, e olhos não mentem, não mentem, um sobejo de palidez no rosto.

Como regressar à realidade depois deste filme?

1 comment: