Associar músicas tão familiares, tão contextualizadas em sítios e em pessoas concretas, a outras histórias, riscando as que ficaram para trás, deve ser o exercício mais exigente.
Quero um café meia chávena.
O mundo continua a girar, bebem-se bicas, fuma-se tabaco, bebem-se copos, fala-se, ri-se, sai-se, tudo igual. Nada mudou no Universo. Só nós. Só o nosso íntimo.
(eu te disse que eu era inocente)A mesma música, outras pessoas. A mesma música, as mesmas sensações fervilhantes. Outras pessoas. Transferir coisas. Mudá-las de sítio. Encontrar outra casa.
(agora, não me toca)
Ocupo muito mais do que uma cadeira. Isso já não chega.
(tudo foi em vão)
Estás a precisar de ir dançar, vou levar-te a dançar, deixas-me?
(deixa-te ir)
Sim, deixo-te levar-me. Leva-me e, por favor, não me devolvas.
Não queres que te devolva? Porquê?
(deixa-te ir)
Porque não vou voltar. Porque nem nesta, nem na próxima vida, vou voltar a ser um gato.
Assim, em gato, tens mais 7 vidas; sempre dá para trocar, quando a coisa não funciona na perfeição...
ReplyDeleteEstou a mudar os bichos com que me relaciono.. em vez de esperar por outras vidas, opto pelas metamorfoses..
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