As más coisas ditas não se podem desdizer. Ficam ditas. São inesquecíveis.
É o MEC que diz, e sou eu que assino por baixo. As coisas más, sejam sentidas, ou fruto de leituras fracas, ficam incrustadas na pele em forma mágoa. E não se consegue despir a pele. Vai-se acumulando dela várias camadas, umas em cima das outras. Pode-se relativizar, fazer o exercício de tentar "esquecer", aceitar o pedido de desculpas, compreender o que o justificou, whatever, mas não há volta atrás. Fica lá. Para um dia vir ao de cima, saltando, como uma tampa mal fechada.
Não há nada como o vazio deste tipo de decepção.
Ponham lá para dentro o que bem entenderem, este vazio é irreenchível.
Deixem o egoísmo, o hedonismo, o sensoralismo fácil e a gula de lado, só por um bocadinho, e usem a massa cinzenta que Darwin vos deu antes de dizer ou fazer merda. Pode saber bem atingir quem se tem muita vontade, ou quem está mesmo ali à mão como saco de areia, mas depois vai ser tarde.
E depois?
E depois?
Mas, e agora sou eu que digo, ter a competência – nem sempre fácil, bem sei – de esquecer, de conseguir pôr atras das costas, também é uma aptidão sensata até porque a “culpa nunca morre solteira” e feridas abertas são propicias a profundas infecções. Assim, perdoar, admitindo erros próprios, é a melhor “solução” porque a magoa e o rancor azedam o corpo e consequentemente o coração.
ReplyDeleteEi, é suposto estares do meu lado! LOL
ReplyDeleteTens razão, muita. Mas tenho para mim que foi por ter tido essa perspectiva demasiadas vezes que já não tenho bochechas ilesas ;)