Gosto desta serenidade que recentemente aprendi a apreciar. A tranquilidade com que deixei de correr para qualquer lado à procura de agarrar tudo, como se o [meu] mundo se fosse extinguir, caso contrário. Mas o mundo não acaba, as pessoas não fogem, as oportunidades não duram apenas uma milésima de segundo.
Há tempo para tudo. Para amar, para apreciar, para saber o que queremos procurar e, especialmente, para que as coisas sigam o seu curso natural. Isto só é possível com uma boa dose confiança e com várias intro e extrospecções. Não falo, naturalmente, de experiências esotéricas ou de um universo paralelo. Falo do aqui e do agora, vista de dentro, pelo lado de fora. A pergunta que se tem imposto, sempre “o que é o pior que pode acontecer?” e quando a resposta é semelhante ao que já aconteceu, algo de que se está acostumado a abdicar, então o pior deixa de ser uma ameaça, um assombro. Deixamos de ter medo. Aceitamos. E com essa serenidade abrimos o peito ao que está para vir. Se os nossos olhos sorrirem ao que aí vem, a mudança será sempre positiva. Tem de ser, temos de assim a transformar. O medo da mudança paralisa, estagna. É preciso crescer. Não faço teatros do meu estado de espírito. Enquanto ele estiver elevado, vou alimentá-lo dessa forma, cultivar essa energia positiva. Deixei de ter espaço para a tristeza ou para o medo. Mudei? Fruto de tantas coisas em simultâneo. Confesso que, antes disto, pensei que não conseguiria superar tudo ao mesmo tempo, julguei que as pernas me iriam falhar e que iria tropeçar algures no caminho. Mas com um bocadinho de sorte, e com a muita determinação à qual me forcei, consegui agarrar as minhas fraquezas e atirá-las para o campo das forças. E consegui. Sinto-me outra pessoa. Nada, mas nada, me conseguiu mandar para baixo. Todas as situações difíceis, e muitas que foram, passaram por mim como um tornado e nem um fio de cabelo me conseguiram desmanchar. Estou orgulhosa de mim.
Entre desafios e decisões, houve tempo para o amor, especialmente por mim, depois por aqueles que incondicionalmente me amam. E até por aqueles que, por ocasião ou circunstância, estão longe.
Finalmente cheguei onde queria chegar quando comecei este blog. Tenho todas as minhas reflexões expostas, consigo segurá-las com duas mãos. O que fazer delas? Vou descobrindo, dia a dia. E tenho todo o tempo do mundo para ser eu. Seja a pessoa que todos me vêem, ou aquela que só eu conheço, vista de dentro.
A isto chamo-lhe um crescer visto de dentro que depois se vê cá fora. Posto isto, parabéns!
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