Não é assim. É errado. Foi um erro. Teu. Eu que me enganei. Não aceito que alguém me desconsidere assim. Ninguém. Não te reconheço esse direito. Não te admito. Eu sou mais do que isso. Muito maior. Quero flores. Aromas quentes e sabores doces. Um vinho morno e velas acesas. Palavras lisonjeiras. Cortejos. Passadeira vermelha ou o teu casaco no chão, porque o chão que tu pisas não é digno dos meus pés. O teu olhar é inofensivo. E os teus gestos, poupa-os, não me afectam. São ridículos. Insignificantes. Supérfluos, vazios. És demasiado fútil e cheio de ti próprio. A tua presença nem sequer me chega a incomodar. A tua ausência não é notada. A tua voz é monótona. O teu discurso insolente. Estás habituado a mulheres fáceis e lineares. Coisas rápidas de fazer e desfazer. Eu não sou isso. Sou muito mais. Não tens uma pequenina noção de mim porque o teu raciocínio é demasiado elementar para entender uma mulher como eu. Não te iludas. Já me esqueci. Nem ficou marca, nem sequer uma linha, um traço esbatido.
E só para fechar este assunto. Não és tu que me escolhes. Sou eu que decido não te escolher.

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