Sou uma pessoa intuitiva. Toda a gente que me conhece já o percebeu, de uma maneira ou de outra. Não consigo evitar. Tenho sensações que me avassalam sem eu sequer fazer determinadas perguntas. E vejo um bocadinho mais. Desde que eu não esteja emocionalmente envolvida, consigo perceber como determinadas coisas vão acontecer. Não me perguntem como, nem porquê.
Por isso me é tão difícil observar, de fora, determinadas situações sobre as quais tenho opiniões, pouco ou nada fundamentadas em factos concretos, mas apenas em sentimentos (o “feeling” não pode ser traduzido ipsis verbis). Não me posso manifestar ou intervir, não tenho esse direito. Tenho de me manter distante, embora atenta, impotente a acompanhar os erros, os enganos, as decepções, as más escolhas dos outros sem me intrometer demasiado. Para que não seja mal interpretada. E ultimamente até considero ter-me envolvido demasiado em histórias alheias. Gostava de me enganar. Mas não acontece.
As pessoas sobre as quais eu consigo ver um bocadinho mais além, são pessoas que me são queridas de variadas maneiras. São pessoas que eu quero para mim. Por isso são especiais, são mais do que o resto, maiores, mais especiais, têm peculiaridades que as torna únicas, ricas e cheias de sentimentos bons. Pessoas que, sem sombra de dúvidas, eu amo.
Às vezes, questiono-me, porque é que esses pequenos deuses, se esquecem, tantas vezes recorrentemente, da sua grandiosidade. E se contentam com menos. Ludibriam-se com meio palminho de cara, algumas frases feitas, um pedido de atenção, palavras pela metade, intenções não concretizadas.
Porque há uma necessidade excessivamente grande por amor, venha ele de onde vier, mesmo que não seja amor que se vá receber, apenas uma lavagem de auto-estima.
Fico furiosa, irritada. Impotente. Não posso fazer nada.
Acompanhar o processo e ajudar a curar feridas.
Venham de lá mais cinco.
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