Porque não podes te pressionar a fazer algo que não tens vontade. Porque o momento ainda não chegou, porque a ideia não cresceu dentro de ti, porque não te sentes preparado, porque ainda não vês o propósito disso tudo, e porque as razões não te motivam. Porque não são as certas.
Porque há um lugar e um tempo para a vida acontecer na tua cabeça, há um sítio onde tu vais pensar só em ti, no que queres, no que gostas, no que te faz feliz. Certo? Abre os braços, ganha o teu espaço, aquele que ninguém deve ocupar. As tuas decisões. As que confirmam que tu és tu e não aquilo que tu achaste que podias/querias/aceitarias ser. Não as forces. O dia é só mais um dia, que sucede ao que passou. Ninguém te obriga a que amanhã seja igual. Quem és tu? Sabes? Pouco ou nada pode ter a ver com o que fazes. Tu estás nos pormenores que não reparas. No que pensas antes de adormecer, na forma com que olhas para as pessoas, no tom com que revelas cada estado de espírito, no perfume que usas, nos amigos que te acompanham, nas expressões que te caracterizam, na tua gargalhada contagiante. Não há urgência nenhuma em chegares lá. O importante é o modo como te pões a caminho. A determinação com que já assumes aquilo que não queres. O amor que tens de dar a ti. Antes do que a qualquer pessoa. O carinho e a benevolência com que deves encarar o espelho. O orgulho com que te admiras. A paixão que se vê do outro lado. A beleza que vem de ti e que deves aceitar.
Os melhores sabores, são os mais difíceis ao primeiro contacto. Tens de lhos dar tempo. Degustá-los. Aprimorar o teu paladar. Deixá-lo amadurecer, sem pressas. Reconhecê-lo quando o encontrares. Quando isso acontecer, nada te vai saber tão bem, como esse doce prazer do amor próprio. Só aí poderás, sem rede, voar.
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