Quero pedir-te que venhas esta noite. Porque hoje tenho vontade de ti. Não precisas trazer nada, não quero flores, chocolates, vinho, roupas para o dia seguinte, declarações falsas de saudades ou promessas de próximos encontros. Não venhas preparado, com discursos ou possíveis temas de conversas. Não precisas de me contar como foi o teu dia ou como prevês que venha a ser o próximo. As tuas preocupações, posso ouvi-las se fizeres questão, mas não te irei maçar com as minhas, porque não é disso que se trata. Não hoje.
Há coisas que gostarias de saber sobre mim e há outras que eu gostaria de conhecer sobre ti. Mas sejamos realistas. Não alimentemos falsos pressupostos, nem criemos esse precedente.
Diz-me apenas que vens, às horas que vieres, às horas que puderes, àquelas que a vontade te deixar esperar. Eu vou estar aqui. Não quero nada, não te peço absolutamente mais nada. Não quero um dia ou um horário na tua agenda, não quero almoços na praia ao domingo, nem sessões de cinema nocturnas. Preciso apenas que estejas aqui. Vem. A pé, de carro, de transportes públicos ou de boleia, mas vem a voar.
Com este meu desejo de te ver, não te prometo, igualmente, de todo nada. Nem que fiques durante a noite, nem que te faça o pequeno-almoço. Aqui não há lugar a constrangimentos ou inseguranças.
Talvez um dia. Não esta noite.

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