E depois da descarga da adrenalina, vem o cansaço. Vem a inércia, o largar o peso do corpo à cama e deitar fora a força bruta que fui buscar, nem sei onde.
Ontem, I took the long way home. Fui forçar-me ao frio do Tejo. Fui procurar o silêncio que tem o burburinho daquelas águas. Aquele ar gelado tem a tendência de clarear os pensamentos quando eles estão embrulhados.
E assim foi.
Vou virando as palavras do avesso para as interpretar da forma como me fazem sentido. E cedo percebo, que não há sentido nisso. Faz parte da minha – nem a propósito – inteligência emocional. Sim, talvez seja um contra-senso. Ou, então, simplesmente experiência de vida. E a minha, neste caso, diz-me o que eu não quero aceitar. Mas não me cabe a mim fazê-lo. Meio sem querer, já o fiz. Acho que estou pronta. Agora sim. Largar amarras. Lançar outras ao mar, atracar outras embarcações. Para medos, antes um desconhecido. Pelo meio, conversas, como cerejas, que me ajudam a entender. A minha resolução é ouvi-las com mais atenção. Prometo. Praticar essas aprendizagens sem preço que me podem poupar quilómetros de viagem.
Por muita régua que ladeie ao fio que conduz o meu pensamento, volta e meia aparece-me uma imagem que me desordena tudo, não fosse a minha pré-disposição para estas coisas, foi apenas um milissegundo de um milissegundo. Mas apanhou-me desprevenida, foi só.
No comments:
Post a Comment