Sunday, April 8, 2012

Strange days

Há momentos em que é preciso criar um fosso entre as pessoas para que todos consigam respirar ao mesmo ritmo. A minha distância radical teve exactamente esse objectivo, que todos conseguissem respirar sem roubar o oxigénio de ninguém. Foi o meu tempo. Quando decidi lançar uma corda e voltar a unir as duas margens do rio, fi-lo acreditando que se podiam retomar as passagens. Não sou de vidro nem tão frágil quanto se possa pensar. Estou disponível para receber a amizade sem desconfortos, sem mágoas. O que passou, passou. 

Às vezes existem palavras baralhadas, lidas do avesso, mal entendidos que podem ter consequências irrecuperáveis. Acho que há "conversas" que podem ser úteis, nessas circunstâncias. Não precisam ser pesadas, apenas uma tarde à beira-mar. Para que as sextas-feiras não sejam um sítio estranho, onde andamos todos em bicos de pés, sem qualquer necessidade. Faz-me falta essa amizade livre e espontânea que tivémos e que acredito que ainda possamos recuperar. Não quero perder essa amizade em que podemos contar absolutamente tudo um ao outro. Eu quero saber de ti e que tu saibas de mim também. Se achasse que não era possível, que não estaria preparada, não teria lançado essa corda.


Tenho imensa pena que receies que me vou partir ao receber a tua felicidade. Nada me dará mais satisfação do que saber-te feliz, saber que derrotaste as tuas inseguranças.
Se preferires, eu mantenho-me longe. Mas não desistas das pessoas que te adoram, por mim. Ninguém merece esse custo.

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