Não te sei explicar porquê, nem como. Mas quero ir contigo ouvir as ondas rebentar. E se nos cansarmos, podemo-nos deitar na areia e desenhar associações nas nuvens cinzentas? E deixar que nos chova na cara? Podemos beber a água da chuva e dar as mãos, para não deixarmos um ao outro ceder aos sinais do inverno. Se nos encharcarmos demasiado, podemos tirar a roupa e embrulharmo-nos os dois na manta que tens na mala do carro. Abrir a porta da bagageira-gaiola e sentarmo-nos lá a comer batatas fritas enquanto as montanhas desabam no mar. Queres? Eu prometo que desta vez não fujo. Não arranjo uma desculpa para sair em bico dos pés, quando não estás a ver, ou escrever um bilhete carinhoso que, nem por isso, mostra mais consideração por ir-me embora sem te dar sequer um beijo.
Podemos ainda ceder aos teus devaneios e jantar a madrid. Vamos dormir a Paris, depois de andarmos na roda gigante. E como sabes que tenho medo, podes abraçar-me e obrigar-me a abrir os olhos para não perder a magia da cidade de cima à noite.
No comments:
Post a Comment