Os amigos não se arranjam, não se procuram, encontram-se. Por um acaso, circunstância ou afinidade, há pessoas que, em determinada altura, afloram na nossa vida e lá abrem o seu próprio espaço. Não importa os sítios onde estão, as opiniões que têm, as escolhas que fazem. Aceitamo-los como vêm, porque nos fazem o mesmo. Os amigos são espontâneos, não precisam de grandes ponderações para aceitarem os maiores ou os menores desafios à última da hora, seja ela imprópria ou aceitável, convocamo-los e cinco minutos depois eles aparecem-nos à frente, com vontade de nos ver, trazem-nos coisas para partilhar os momentos, nem que seja um sorriso ou outro gesto qualquer que nos faz sentir especiais. Os amigos não têm preço. Amamo-los só porque existem e porque são como são, às vezes odiamo-los, às vezes discutem, passam tempos sem falar, os amigos fazem-nos rir, fazem-nos chorar, estimulam os instintos mais particulares que nós temos, porque com eles não precisamos de ser outros.
Voltas que as coisas dêem, os amigos são a forma de amor incondicional mais determinada que existe. Amar um amigo, é uma escolha que se faz para a vida.
Os amigos são família, confidentes, conselheiros, são companhia, são carinho, são lucidez e irreverência, tudo na medida do que é preciso. Os amigos fazem-nos levantar da preguiça e do comodismo para fazer as coisas mais improváveis, sem qualquer outra motivação que não seja o prazer puro de uma companhia.
Os seus nomes tornam-se conceitos básicos da nossa existência, tão indispensáveis como aqueles que dão sentido a “mesa”, “comida” ou “coração”. Nós podemos ser nós, indivíduos cheios de singularidades que nos definem, mas com os amigos somos mais. Somos melhores.
Obrigada. Por serem quem são. Por me acompanharem. Por não me julgarem. E especialmente por rirem e chorarem comigo em todos os momentos.
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