Quem és tu, sorriso alinhado, cabeça nua, tronco elevado, que me levas nos braços e me fazes voar pista fora?
Quem és tu, passarinho verde, azul ou lilás, que poisas no meu parapeito e me observas pela primeira vez, sustendo a respiração? Quem és tu que me procuras, cinco minutos após me teres deixado? Quem és tu, que não tens tempo a perder, porque já viveste o suficiente para perceberes, sem rodeios, o que te agrada, o que gostas, aquilo pelo qual vale a pena correr sem parar?
Quem és tu, voz doce, serena, que me falas ao ouvido e sossegas a minha ansiedade? Quem és tu, homem sem medos que me fazes sentir bela e melhor do que isto, melhor do que os erros cegos que teimo em cometer, uns após os outros?
Não sei quem és. Mas vou saber.
E então, já descobriste todos os “caminhos marítimos para a índia”?
ReplyDeleteA meio caminho. Mas acho que me vou atirar ao mar e nadar de volta para casa.
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